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Franz Keller-Leuzinger e a viagem ao Amazonas

Moema Vergara

Franz Keller se tornou Keller-Leuzinger ao se casar em 1867 com a filha do impressor e livreiro George Leuzinger, Sabine Chiristine. Nasceu em 1835 em Mannheim na Alemanha. Era desenhista, cartógrafo, engenheiro e pintor e chegou ao Brasil com 22 anos, acompanhado de seu pai Joseph Keller e seu irmão Ferdinand Keller, estabelecendo-se inicialmente no Paraná.

No mesmo ano de seu casamento, Franz Keller-Leuzinger e seu pai foram incumbidos pelo governo imperial a fazer um levantamento topográfico dos rios próximos à Bolívia, região praticamente desconhecida. Eles deveriam fazer estudos para a construção de planos inclinados para a melhoria da navegação e uma ferrovia no eixo dos rios Madeira e Mamoré.

Keller-Leuzinger chegou a Manaus em novembro de 1867, e lá organizou a expedição aos vales dos rios Amazonas e Madeira. O carregamento, dividido em sua frota de sete canoas, consistia em provisões para quatro meses, equipamentos e presentes para as “tribos selvagens”.

A geografia do Alto Madeira conta com uma série de cachoeiras que marca a agitada confluência com o Mamoré. Quando a comitiva chegou lá foi necessário descarregar e subir as canoas com ajuda de cordas, o que tornou a viagem muito penosa.

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A expedição foi até a cidade de Exaltacion na Bolívia. Lá, Keller-Leuzinger buscou mantimentos e mais remadores para retornar ao Brasil. Naquela cidade visitou uma antiga missão jesuítica, fundada no final do século XVII nas margens do Mamoré, terra dos índios Cayubabas.

No dia 4 de janeiro de 1869, chegou ao Rio de Janeiro, enfraquecido pelas febres e queimado pelo sol, de onde saíra quatorze meses antes. Logo fixou moradia no Rio de Janeiro, aonde trabalhou no ateliê de seu sogro. Em 1873, retornou a Alemanha para tratar de sua saúde ainda debilitada por sua viagem ao Amazonas.

Em 1874, publicou Vom Amazonas und Madeira que fez uma descrição geográfica da região e aspectos da vida social: formas de caçar e pescar; culinária e etnografia das tribos indígenas do Vale do Madeira. Apesar da riqueza de suas análises e a eloquência de seus desenhos, Keller-Leuzinger é raramente citado no rol dos principais viajantes ao Amazonas. Os cálculos que realizou para a construção da ferrovia Madeira Mamoré serviram de bases para esta empreitada no começo do século XX. Contudo, acreditamos que seu principal legado foram as imagens que produziu ao longo de sua viagem.

Quer ver o que Franz Keller viu na sua viagem?

Acesse ao mapa diâmico onde existem pinturas dos locais por onde sua expedição passou.

Acesso ao mapa dinâmico

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